Fim
22/08/2005, é a data do primeiro post. 164 posts. Cerca de 8000 visitas. Números que me impressionam!
E agora, acabo. No pico da popularidade do blog.
"Mas porquê?"- Acabo porque tenho de acabá-lo. Acabo porque me cansei dele. Acabo porque o tempo que estiquei para que o blog durasse terminou. Ainda existiriam coisas para escrever, mas que não cumpririam a minha exigência: a exigência do livre pensamento, do livre arbítrio, da criatividade solta pelo teclado, de uma inocência que fui perdendo com a quantidade de leitores.
Misturei, parece-me, o genial (pontualmente...) com o estupidamente absurdo (com mais frequência!). O produto foi a história contada por um rapaz que cresceu enquanto contava a história. E que crescimento, acreditem!
Mas agora já chega. Já cumpri demasiado os meus limites e já estava a rebentar. O blog parou de reflectir-me e passou a ser uma pequena parte das minhas reflexões; isto incomoda-me.
"Então porque não crias um novo blog?" - Daqui a uns tempos, acho eu. É que isto é um vício desgraçado. É que quando criei o blog não pensei que o meu nome verdadeiro pudesse vir a ser um impedimento para a minha escrita. E durante bastante tempo, isto foi uma bandeira, uma forma de responsabilizar-me e "dar-me a conhecer". Mas agora não acho piada nenhuma à ideia!
"Sendo assim, bastava mudares o endereço do blog." - Ou então não bastava! Para além disso, acabar com o blog é muito mais dramático, muito mais poético... Tem mais a ver comigo!
E pronto, não vou justificar-me mais...
A blogosfera é um fenómeno. Sinto-me ligado a algumas das pessoas que leio e que me comentam, o que é tão bonito quanto assustador! Imaginem estar a ler um livro da vossa preferência e comentarem um pensamento, ficando a aguardar a resposta do autor: é magnífico!
Um obrigado especial às pessoas a quem dediquei posts. "A vida inspira-nos", diz o banco. A mim, inspiram-me as pessoas, os gestos, os abraços, o som da voz, o brilho nos olhos, o riso, o sorriso e as restantes energias que trocamos.
O mais interessante deste blog é um ponto em que ele é em tudo igual à vida real: a presença das mulheres. Se durante muito tempo não aceitava ter tantas amigas interessantes sem que nenhuma se interessasse, hoje (e há um tempo) percebo que estava muito errado! As mulheres gostam de falar, de ouvir, de chorar, de rir, de amar! Sim, também há homens que gostam. Deve haver...
Cabe-me aceitar a forma como demonstram o amor que têm por mim. Afinal, nem todos os homens se podem gabar de ter uma mãe e umas 20 adicionais: com instinto protector, com afecto, com palavras de conforto, com "estás errado" ou "eu compreendo". Sinto-me um privilegiado mimado. E gosto! Em amena cavaqueira no mundo real, saiu-me que o meu blog é apreciado por mulheres porque a minha escrita parece uma conversa. Talvez. Pelo menos gosto da ideia e fico com ela.
Qual o meu segredo? Ter sido educado por uma mulher, suponho.
Continuarei a comentar e a ler os vossos blogs, relembrando que leio mais do que comento.
Muito obrigado pela experiência. Tenho muito a aprender convosco!
Voltarei. Ou daqui não saio...
E agora, acabo. No pico da popularidade do blog.
"Mas porquê?"- Acabo porque tenho de acabá-lo. Acabo porque me cansei dele. Acabo porque o tempo que estiquei para que o blog durasse terminou. Ainda existiriam coisas para escrever, mas que não cumpririam a minha exigência: a exigência do livre pensamento, do livre arbítrio, da criatividade solta pelo teclado, de uma inocência que fui perdendo com a quantidade de leitores.
Misturei, parece-me, o genial (pontualmente...) com o estupidamente absurdo (com mais frequência!). O produto foi a história contada por um rapaz que cresceu enquanto contava a história. E que crescimento, acreditem!
Mas agora já chega. Já cumpri demasiado os meus limites e já estava a rebentar. O blog parou de reflectir-me e passou a ser uma pequena parte das minhas reflexões; isto incomoda-me.
"Então porque não crias um novo blog?" - Daqui a uns tempos, acho eu. É que isto é um vício desgraçado. É que quando criei o blog não pensei que o meu nome verdadeiro pudesse vir a ser um impedimento para a minha escrita. E durante bastante tempo, isto foi uma bandeira, uma forma de responsabilizar-me e "dar-me a conhecer". Mas agora não acho piada nenhuma à ideia!
"Sendo assim, bastava mudares o endereço do blog." - Ou então não bastava! Para além disso, acabar com o blog é muito mais dramático, muito mais poético... Tem mais a ver comigo!
E pronto, não vou justificar-me mais...
A blogosfera é um fenómeno. Sinto-me ligado a algumas das pessoas que leio e que me comentam, o que é tão bonito quanto assustador! Imaginem estar a ler um livro da vossa preferência e comentarem um pensamento, ficando a aguardar a resposta do autor: é magnífico!
Um obrigado especial às pessoas a quem dediquei posts. "A vida inspira-nos", diz o banco. A mim, inspiram-me as pessoas, os gestos, os abraços, o som da voz, o brilho nos olhos, o riso, o sorriso e as restantes energias que trocamos.
O mais interessante deste blog é um ponto em que ele é em tudo igual à vida real: a presença das mulheres. Se durante muito tempo não aceitava ter tantas amigas interessantes sem que nenhuma se interessasse, hoje (e há um tempo) percebo que estava muito errado! As mulheres gostam de falar, de ouvir, de chorar, de rir, de amar! Sim, também há homens que gostam. Deve haver...
Cabe-me aceitar a forma como demonstram o amor que têm por mim. Afinal, nem todos os homens se podem gabar de ter uma mãe e umas 20 adicionais: com instinto protector, com afecto, com palavras de conforto, com "estás errado" ou "eu compreendo". Sinto-me um privilegiado mimado. E gosto! Em amena cavaqueira no mundo real, saiu-me que o meu blog é apreciado por mulheres porque a minha escrita parece uma conversa. Talvez. Pelo menos gosto da ideia e fico com ela.
Qual o meu segredo? Ter sido educado por uma mulher, suponho.
Continuarei a comentar e a ler os vossos blogs, relembrando que leio mais do que comento.
Tenho um desafio final: no vosso último comentário ao meu blog (que terá aquelas coisas tão lamechas quanto saborosas para o ego), lembrem-se das coisas que eu escrevi que mais vos marcaram. Desafio adicional: aos leitores que nunca comentaram: comentem agora, porra! É só carregar onde diz "x identidades que escrevem ideias ou preferiram só comentar", escolher a opção "other", escrever o nome e já está!
Muito obrigado pela experiência. Tenho muito a aprender convosco!
Voltarei. Ou daqui não saio...




